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sábado, 17 de agosto de 2013

3º Bimestre - Textos e Atividades para o 9º ano. ATENÇÃO!!!!!

CONCEITOS DEMOGRÁFICOS

POPULOSO: Possui grande população absoluta. (China, Índia, Estados Unidos, Indonésia e Brasil)
POVOADO: Densidade demográfica – ou população relativa.
SUPERPOVOAMENTO: quando ocorre um descompasso das condições socioeconômicas e tecnológicas da população em relação à área ocupada e os recursos disponíveis.
TAXA DE NATALIDADE: (por mil) é a relação do número de nascimentos ocorridos em um ano e o número de habitantes.
TAXA DE MORTALIDADE: é a relação entre o número de óbitos ocorridos em um ano e o número de habitantes.
TAXA DE MORTALIDADE INFANTIL: é o número de crianças que morrem antes de completar um ano de vida. – importante indicador de desenvolvimento socioeconômico.
CRESCIMENTO VEGETATIVO OU NATURAL: é a diferença entre a taxa de natalidade e de mortalidade.
MIGRAÇÃO, deslocamento de pessoas de um lugar para outro, geralmente motivado por dificuldades econômicas e/ou políticas em seu lugar de origem, ou por melhores oportunidades oferecidas nos lugares de destino.
POPULAÇÃO ABSOLUTA E POPULAÇÃO RELATIVA
O total de habitantes de um lugar constitui sua população absoluta. Assim, podemos dizer que a população absoluta da Terra é superior a 6 bilhões de habitantes. Mas para avaliar concretamente a presença humana num determinado lugar, utilizamos também o conceito de população relativa, que indica a distribuição da população em relação à superfície do lugar. A população relativa, também chamada de densidade demográfica, corresponde ao número de habitantes por unidade de área, geralmente o quilometro quadrado.
MIGRAÇÕES:  podem ser temporárias ou definitivas. Estas últimas podem ser internas (dentro do país ou do estado) ou externas. Neste caso, ocorre a emigração ou a imigração, dependendo do ponto de referência: emigra quem sai de sua terra e imigra quem entra a outro país ou estado. Até o final do século XIX, existia também a migração forçada de escravos africanos para as Américas.
As migrações temporárias são de diversos tipos: quotidianas, como no caso do deslocamento do lugar de residência para o local de trabalho; sazonais, em regiões agrícolas, quando da época das colheitas ou da plantação, e eventuais, como ocorre nos países industrializados quando determinadas indústrias empregam mão de obra temporária para atender picos de procura não previstos.
A migração líquida é a diferença entre partidas e chegadas. A migração total é a soma de partidas e chegadas, sendo uma medida de mobilidade da população.


POPULAÇÃO ABSOLUTA E POPULAÇÃO RELATIVA
POPULAÇÃO
É o total de habitantes de uma área específica (cidade, país ou continente) em um determinado momento. A disciplina que estuda a população é conhecida como demografia. O estudo da população proporciona uma informação de interesse para a planificação de setores como educação, habitação, seguro social, emprego e conservação do meio ambiente.
 Com o rápido crescimento da população mundial, especialmente nos países subdesenvolvidos, estatísticas nos dão conta que em 2050 poderemos chegar até 12,5 bilhões de habitantes no planeta.Todavia os números só servem para quantificar e, no caso da população humana, diferentemente das populações animais em que todos vivem de maneira semelhante, a população mundial caracteriza-se pela grande diversidade social. Vivemos num mundo onde apenas um terço da população desfruta das vantagens.
Para estudarmos esses fenômenos, existe a demografia, que é uma área interdisciplinar que abrange disciplinas como matemática, biologia, medicina, economia, geograifa, história e antropologia. Surgiu a partir dos estudos de Thomas Robert Malthus, que denunciou o aumento constante da população muito acima da produção de alimentos.
 As principais fontes de dados demográficos são os censos nacionais, o Registro Civil e as pesquisas de âmbito nacional, que proporcionam material de base para investigar as causas e as consequências da alteração dos índices de população. A variação vem determinada pelo número de nascimentos, falecimentos, imigrantes e emigrantes registrados ao longo de um determinado período de tempo. Estes fatores de mudança são representados como porcentagens da população total para calcular por comparação o índice de natalidade, de mortalidade, de imigração e de crescimento da população.
 Segundo estimativas da Organização das Nações Unidas (ONU), em 1990 a população mundial chegou a 5,3 bilhões e aumenta a cada ano em mais de 90 milhões de pessoas. Nos países desenvolvidos havia uma população de 1,2 bilhões e nos países menos avançados, um total de 4,1 bilhões. Mais da metade da população mundial mora no leste e no sul da Ásia; destacam-se a China, com mais de 1,2 bilhões de habitantes, e a Índia, com 880 milhões. A Europa e os países da antiga União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS) representavam 15%, a América 14% e a África 12% da população mundial.
 Em 1990, a ONU estimava que a população mundial passasse de 6,2 bilhões no ano 2000 a 8,5 bilhões em 2025. O índice médio de natalidade mundial, que naquele ano era de 26%, se reduziria para 22% no final do século XX e para 17% no ano de 2025, quando a esperança de vida passaria de 65 para 73 anos de idade.
 A estimativa era de que a população da Europa Ocidental decresceria a partir do ano 2000. Em troca, a América Latina teria a maior taxa média anual de crescimento do mundo. Para o conjunto de países menos desenvolvidos, o índice de crescimento, que em 1990 era de 2% anual, em 2025 se reduziria pela metade. A África continuaria sendo a zona com o mais alto índice e sua população triplicaria.
 As políticas governamentais de população pretendem atingir objetivos de desenvolvimento e bem-estar, aplicando medidas que incidam sobre os processos demográficos. O Japão foi o primeiro país desenvolvido que iniciou um programa de controle de natalidade. Em 1948 o governo japonês instituiu uma política que incluía o método anticoncepcional e o aborto para limitar o tamanho das famílias. Na Europa, entretanto, as políticas em favor da natalidade não conseguiram deter a contínua e preocupante diminuição da natalidade. Na América Latina, o vertiginoso crescimento da população obrigou todos os governos a desenvolver campanhas de informação e educação e a promover o controle da natalidade e os programas de planejamento familiar.
 População rural, aquela que reside nas áreas rurais de um município, portanto fora do perímetro urbano. O conceito geral definido pelos censos demográficos em todos os países faz esta separação geográfica entre urbano e rural em virtude das diferenças econômicas e de infraestrutura que são percebidas nestes dois conjuntos espaciais. Uma das principais características é a diferença na concentração, muito alta nas áreas urbanas e difusa nas rurais.
 População urbana, conceito que varia bastante de país para país, em função do próprio conceito do que seja cidade. Em alguns países, é definido um patamar mínimo de população e/ou funções de comércio e de serviços para que um núcleo seja considerado urbano. No Brasil vigora o critério administrativo: é considerada urbana a população residente no perímetro urbano das sedes municipais e das vilas.

DENSIDADE DEMOGRÁFICA
O que é densidade demográfica?
População relativa ou densidade demográfica é o total de habitantes dividido pela área que ocupam ou é a média da distribuição da população total pelo território. 
DENSIDADE DEMOGRÁFICA (DD) = POPULAÇÃO ABSOLUTA : ÁREA TERRITORIAL.
Para o Brasil, por exemplo, temos: 
BRASIL (DD) = 185.000.000 HAB dividido por 8.547.000km2 = 21,6 hab/km2
A primeira pergunta que nos vem à mente é: essa densidade demográfica é grande ou pequena? Vamos comparar com o mundo: 
MUNDO: (DD)= 6.500.000.000 hab/ 149.000.000 km2 = 43,6 hab/km2
Podemos concluir que o Brasil possui uma baixa densidade demográfica, pois está muito abaixo da média mundial. Portanto o Brasil é um país populoso e pouco povoado; isto é, possui uma grande população absoluta, mas uma baixa densidade demográfica. 
Evite confundir densidade demográfica com distribuição da população, são dois conceitos diferentes, existem países com elevada densidade demográfica, mas com a população tão mal distribuída como a brasileira, por exemplo, a China: 
CHINA: (DD)= 1.300.000.000 hab / 9.562.036 km2= 135,9 hab/km2
A China possui uma elevadíssima densidade demográfica, mas a sua população está concentrada na sua porção leste (Planície Chinesa, junto ao litoral).  

DEMOGRAFIA - POPULAÇÃO ABSOLUTA, DISTRIBUIÇÃO E DENSIDADE DEMOGRÁFICA
 População pode ser definido como o conjunto de pessoas que habita um certo território. A geografia preocupa-se não só com o número de habitantes, mas também com as suas características, condições e os processos de evolução.
A população é estudada também por outras ciências, como a demografia que é o estudo, a partir de dados quantitativos, de suas variações e do seu estado (por isso, a demografia se utiliza de muitos dados estatísticos para identificar as características das populações e até propor políticas públicas). 

População Absoluta

O estudo da população compreende alguns conceitos. Para começar, podemos falar em população absoluta que é o total de habitantes de um certo lugar. Por exemplo, a China possui a maior população absoluta entre os países do mundo, com aproximadamente 1 bilhão e 300 milhões de habitantes. Ou seja, de cada cinco habitantes do planeta Terra, um é chinês (cerca de 20% dos 6,5 bilhões de habitantes do planeta). 
Podemos, portanto, afirmar que a China é o país mais populoso do mundo.Populoso é o país que apresenta grande população absoluta
Países mais Populosos do Mundo
País
População aproximada
1º China
1.300.000.000 hab.
2º Índia
1.100.000.000 hab.
3º EUA
300.000.000 hab.
4º Indonésia
220.000.000 hab.
5º Brasil
185.000.000 hab.

Brasil é um dos países mais populosos do mundo. Dentro dele, os Estados mais populosos, são: 
Estado
População (ano 2000)
São Paulo (SP)
37.000.000 hab.
Minas Gerais (MG)
17.800.000 hab.
Rio de Janeiro (RJ)
14.400.000 hab.
Bahia (BA)
13.000.000 hab.
Rio Grande do Sul (RS)
10.200.000 hab
Paraná (PR)
9.500.000 hab

LEITURA E ANÁLISE DE MAPA - POPULAÇÃO POR PAÍS, 2007
ETAPA 1- AS MEDIDAS E AS REFERÊNCIAS PARA UMA GEOGRAFIA DAS POPIULAÇÕES
LINGUAGEM CARTOGRÁFICA
·         Trata-se de um mapa de comunicação clara, simples e objetiva. Isso se dá porque ele não propõe a apresentar múltiplas informações. Ele se propõe FOCAR APENAS UMA INFORMAÇÃO, o que facilita a comunicação.
·         O fundo é um mapa-múndi apresentado numa cor neutra com as linhas divisórias dos países em branco. O fundo é discreto para que ele não concorra com a informação principal do mapa, que será expressa pela figura do círculo, em diversos tamanhos proporcionais.
·         O tamanho desses círculos representa o tamanho das populações. Por isso esse mapa é chamado de MAPA QUANTITATIVO.
·         A relação quantitativa entre o tamanho do círculo e o número de habitantes pode ser obtida num elemento de legenda chamado ÁBACO. Seu título é: população (milhões).  O círculo maior no ábaco equivale ao círculo que está sobre a China e representa 1.336  milhões de habitantes. Dentro do maior círculo, o segundo maior representa, 305 milhões de habitantes, que é a população dos EUA. Os círculos são proporcionais.
·         O mais importante desse mapa é que ele é compreensível apenas com um olhar. Seja qual for o fenômeno que ele representa, percebe-se, visualmente, sem erro, que o fenômeno é maior na Ásia. Por isso, pode-se afirmar algo bem singelo, que é lógico e óbvio: trata-se de um MAPA PARA VER.
E o que se vê nesse mapa, além da evidência da presença dos dois maiores países populosos da ÁSIA (China i Índia)?
1-    Como se trata de um mapa quantitativo, é necessário que se explorem as quantidades que ele representa. Um bom exercício que a observação permite é ampliar a lista dos países mais populosos. Numa legenda complementar aparecem os 11 primeiros países (mais a U.E.). que tal ampliar a lista até 125, ou quem sabe até 20?
2-    Obtida a lista, um bom exercício seria exercitar algumas classificações. A PRIMEIRA é óbvia, por continentes e por hemisférios; a SEGUNDA, mais complexa – por condição de desenvolvimento (rico, pobre, emergente).
Depois, chamando a atenção para a discussão inicial (HÁ GENTE DEMAIS NO MUNDO?) solicitando que os alunos confrontem suas observações e classificação após a observação e, de forma coletiva, façam um BREVE RELATÓRIO com os comentários que eles conseguirem fazer.
·         Há várias desigualdades presentes no tamanho das populações entre os países.
·         São diversos os tamanhos dos países; um país da extensão territorial do Brasil tem uma população menor que a indonésia, territorialmente bem menor. Quantas situações semelhantes o mapa propicia?
·         A apresentação das informações por países não diz tudo: por exemplo, O CONTINETE EUROPEU É MUITO RECORTADO, TEM MUITOS PAÍSES. SOMADOS TODOS (a exceção da Rússia) daria uma extensão territorial semelhante a do Brasil. E somadas suas populações? Não daria uma população bem superior? Isso não mostra que o Brasil não é tão povoado assim?
A partir das observações percebemos que as desigualdades notadas dificultam a afirmação “há gente demais no mundo” , pois essa é uma afirmação na escala mundial e que, ao se mudar de escala, indo para a escala de um país, talvez essa afirmação ganhasse alguma concretude em alguns casos. Por exemplo, afirmar que “há gente demais na Índia” pode ser razoável. Porém, afirmar que há gente demais no Brasil já não terá a mesma força.

PROBLEMATIZANDO: "HÁ MUITA GENTE NO MUNDO?"
 * Referências para medir, para quantificar: em relação a que se afirma que há muita gente, ou que havia pouca gente no mundo? Há limites seguros definidos para isso?
 Na Idade Média europeia, os guerreiros muito fortes e altos tinham ... 1,60m, e assim eram em relação à estatura média da população em geral, que era de 1,50m. Gente demais é uma medida que deve se relacionar com algo, o que não parece acontecer quando se enuncia esse senso comum. Logo, a afirmação é uma medida sem referência, o que a enfraquece. Ela só terá força de fato se houver relações a se estabelecer.
 *O combate à mortalidade: o Rei Henrique VII, da Inglaterra que viveu entre 1491 e 1547, teve seis filhos com Catarina de Aragão.Apenas uma menina sobreviveu à primeira infância. Isso com um rei todo poderoso. o grande problema eram as doenças infecto-contagiosas, que hoje se sabe combater. logo, o controle das doenças é um fator de crescimento populacional. Resolvemos um problema que ameaçava a humanidade e essa resolução gerou outros problemas agora relacionados ao excesso de gente? Faz Sentido?
 * Desigualdade na distribuição populacional: a distribuição da população é desigual no interior dos blocos continentais. Há grandes vazios populacionais. então, há um número elevado de pessoas nos locais de concentração, por exemplo, nas grandes cidades. Várias delas têm problemas, mas há também outras onde eles não ocorrem. um bom exemplo é a cidade de Tóqui, a maior delas: nenhuma outra metrópole do mundo consegue tanta eficiência na circulação de sua população e nela há o maior volume de gente concentrada. Não é uma exceção muito grande ao senso comum, que, aliás, não é a única?
 * População e desenvolvimento social: Bangladesh e Holanda têm um adensamento populacional similar (número de habitantes por km2). a Holanda tem um dos melhores índices de desenvolvimento no mundo e Bangladesh, o contrário. Assim, a quantidade não parece ser a questão decisiva.
 A esses quatro exemplos de problematização podem ser acrescentados outros. 
 O que será necessário para que afirmações sobre a população mundial façam sentido? Afinal, podemos medir a população sob múltiplos aspectos mas que conclusões podem ser tiradas dessas medidas?

No site do IBGE ( Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística ) há todas as informações sobre DD e outros dados.
www. ibge.gov.br
Vale a pena conferir!!!!!!!
GEOGRAFIA DAS POPULAÇÕES
A população mundial está concentrada em alguns pontos e não dispersa pelo planeta, de modo proporcional. E isso pode ser detectado já no início da era cristã e muitos desses principais centros de povoamento são os mesmos de antigamente.
A palavra CONCENTRAÇÃO tem a palavra CENTRO no seu núcleo, logo há um vínculo necessário entre CENTRO e CONCENTRAÇÃO; e a palavra CENTRO quase sempre tem valor positivo para nós (centro tecnológico, centro científico, por exemplo, dá ideia de muita tecnologia e ciência e dá ideia também de qualidade).
Se há gente demais no mundo e isso causaria problemas, não parece haver uma contradição enorme e de fundo com um dado da GEOGRAFIA DAS POPULAÇÕES: o modo do ser humano viver é concentrando, aglomerando-se?
É a busca por viver em meio a muita gente. Tanto é assim, que constrói centros de concentração máxima – eliminando a distância geográfica – que nada mais são do que as cidades, as grandes cidades especialmente.

ATIVIDADE COMPLEMENTAR
Em grupo de ATÉ 04 PESSOAS, PESQUISEM sobre as maiores cidades do mundo e sua localização, verificando se há relação entre a posição delas e esses nove centros principais de povoamento humano.
Podem realizar a pesquisa em forma de tabela ou relatório. Não se esqueçam da identificação.
Como fonte de pesquisa utilize o site:    www.ibge.gov.br

Continuação: GEOGRAFIA DAS POPULAÇÕES
Há uma lógica na forma de produção e organização dos espaços humanos: os seres humanos vivem juntos, se concentram preferencialmente, não se espalham e nem criam distâncias entre si. Pelo menos, desde o período neolítico da história humana.
Nós formamos centros de densidade demográfica que são parâmetros para discutir medidas de população: a densidade demográfica relaciona o volume populacional e extensão territorial. Já não é uma medida solta no ar, mas relacionada a um aspecto do espaço geográfico, que é a sua extensão.
Este caminho relaciona população e espaço geográfico. Há muito que discutir a respeito dessa relação, em especial sobre a escolha do ser humano em viver aglomerado. Porém, essa não é a única referência para se discutir o tamanho e os outros números populacionais.

REFLITA

·                     SERÁ A HUMANIDADE CAPAZ DE SOBREVIVER COM ESSA ORGANIZAÇÃO ESPACIAL AGLOMERADA QUE PRODUZIMOS?

·                     ELA É CAPAZ DE PRODUZIR MEIOS DE SOBREVIVÊNCIA (em especial ALIMENTOS) PARA O VOLUME DE PESSOAS QUE SOMOS?
Essa questão diz respeito ao que chamamos economia.


AUTOAVALIAÇÃO
O QUE EU APRENDI....
Escreva um texto relatando o que aprendeu durante o estudo da SITUAÇÃO DE APRENDIZAGEM 1.

Situação de Aprendizagem 2 - AS REFERÊNCIAS GEOGRÁFICAS E ECONÔMICAS DA DEMOGRAFIA
A demografia não vale por si só. Saber quais são os volumes populacionais e suas dinâmicas (o ritmo de seu crescimento, índices de natalidade e mortalidade, estrutura de idade – envelhecimento e rejuvenescimento) são informações sem dúvida muito importantes. Mas, sozinhas, elas pouco significam.
Para lhes dar mais sentido é preciso saber as CONDIÇÕES GEOGRÁFICAS dos territórios onde se encontram os volumes populacionais. Por exemplo: se a população estiver em sua maioria nas cidades ou se estiver no campo, as diferenças na vida e nas condições sociais serão enormes. É preciso também conhecer as condições econômicas: É comum se encontrar casos de grandes populações mais bem protegidas, pois têm acesso à moradia, à alimentação, assim como é igualmente comum encontrar populações pequenas sofrendo enormes carências.
Vale ressaltar que outras dimensões da vida humana (cultura, regime social, política) também contribuem para dar sentido aos números populacionais.
ETAPA 1: As Relações complexas da população com o espaço geográfico
Por si só, a evolução do crescimento da população mundial tem vários aspectos que chamam muito a atenção.
Analisem o gráfico da página 14 e comentem suas observações.

PÁGINAS 19 E 20

LEITURA E ANÁLISE DE TABELA

Considera-se o volume total de produção de alimentos de um país (no caso da tabela por continente) e divide-se pelo número de habitante (per capita). Assim, chega-se a um resultado que corresponde à produção de alimentos por habitante (per capita).
Quando a variável está acima de 100 significa que houve aumento da produção de alimentos per capita (por continente e nos países destacados). Quando a variação estiver abaixo, quer dizer que a produção de alimentos per capita caiu.
Ocorre no mundo um crescimento importante da produção de alimentos per capita. Há exceções na África, e em períodos já superados, também havia decréscimo na América Central. Chamam atenção os índices elevados de crescimento na América do Sul, e, especialmente, os da Ásia.

PÁGINA 21
SITUAÇÃO DE APRENDIZAGEM 3
POPULAÇÕES: PERFIL INTERNO, DESIGUALDADES, MIGRAÇÕES INTERNAS
Uma história breve não significa necessariamente um grande acúmulo de problemas sociais. A história breve do Brasil é a mesma dos EUA e do Canadá, por exemplo, e nestes o panorama social é melhor (de um modo geral). Alguns problemas sociais brasileiros estão sendo agravados com o tempo, e isso às vezes pode acontecer. A relação história e desenvolvimento é complexa.
Nada justifica ou garanta a construção de um futuro melhor. Há potencial, mas é preciso saber fazer o futuro.
As populações dos países ricos e pobres não se assemelham. Nas populações dos países muito ricos contam-se mais adultos e idosos, o que é exatamente o contrário nos países mais pobres.
As principais diferenças estão nos extremos da estrutura etária: nos países mais pobres – mais jovens e menos idosos; nos países mais ricos – menos jovens e mais idosos.

PÁGINA 22, 23, 24, 25, 26, 27, 28, 29


PÁGINA 22, 23, 24, 25, 26, 27, 28, 29
LEITURA E ANÁLISE DE MAPA E QUADRO
Os dois mapas da página 23 representam fenômenos semelhantes. Os mapas tornam visíveis aspectos da estrutura etária dos países. Em um aborda a população infantil e, no outro, a idosa.
Ambos os mapas trabalham com o mesmo recurso de linguagem, pois fazem uso da cor como meio de representação, mas usam as cores de modo diferente.No primeiro mapa, cada classe (participação de crianças no conjunto da população) é representada com uma cor diferente. No segundo, usa-se uma única cor , e diferentes tonalidades da mesma.
No primeiro mapa os países com maior proporção de população infantil encontram-se no continente africano e em algumas partes da Ásia e América Latina. São países que estão mal classificados em termos de desenvolvimento socioeconômico. Ao contrário, naqueles onde a participação de crianças é menor, o desenvolvimento é maior .O mesmo raciocínio, agora invertendo, serve para a população idosa.
No segundo mapa permite uma relação melhor com o fenômeno representado. Afinal, retrata-se um único fenômeno, o da proporção de população idosa no conjunto da população. Único fenômeno – única cor. Mas há diferentes proporções, da maior para a menor, então diferentes tonalidades – da mais escura pra a mais clara. A relação é direta. No primeiro mapa, essa relação não existe, e o uso da legenda (meio verbal) é que vai esclarecer o visual, que não permite leitura.
PADRÕES DE PERFIL DE POPULAÇÃO
PAÍSES
POPULAÇÃO INFANTIL
POPULAÇÃO IDOSA
PADRÃO 1
ELEVADA
BAIXA
PADRÃO 2
MODERADA
MODERADA
PADRÃO 3
BAIXA
ELEVADA
É possível encontrar três padrões. Eles são nítidos. Como se percebe, os mapas permitem a construção de raciocínios, de classificações, de percepção de padrões. Ao observar o mapa de população idosa, pode-se dizer que os Padrões 1 (população infantil = elevada e população idosa = baixa e 3 (população infantil = baixa e população idosa = elevada, estão nas mesmas tonalidades mais claras e mais escuras, respectivamente, e que o Padrão 2 (população infantil= moderada e população idosa= moderada) apresenta-se nas tonalidades intermediárias
É notório que os padrões populacionais se agrupam por regiões no mundo, embora também se agrupem por continente: na África há predomínio do Padrão 1, na América do Sul, do padrão 2, e na Europa Ocidental, do Padrão 3. Mas há situações mais isoladas e menos agrupadas também.
Conclusão:
Os países tendem a transitar do Padrão 1 para os Padrões 2 e 3. E isso é uma das faces do que nas sociedades modernas designamos desenvolvimento.
PAÍSES DO Padrão 3, como os europeus, já tiveram um perfil populacional do Padrão 1 e 2. Suas populações eram pobres e boa parte da solução da pobreza e as impossibilidade de alimentar tantas crianças veio com a migração para as Américas. De fato, fica bem expressivo chamar essa passagem de um padrão para o outro de TRANSIÇÃO DEMOGRÁFICA.
De fato há transição demográfica em andamento no Brasil. A queda dos índices de fecundidade indica melhor do que todos os outros índices essa transição. Essa queda resulta da intensificação da urbanização, de maiores esclarecimentos sobre o uso de contraceptivo, da crescente emancipação das mulheres etc. Fatores como esses podem ser tidos como, fatores de desenvolvimento social.
A TRANSIÇÃO DEMOGRÁFICA não é um fenômeno natural, depende do desenvolvimento de outras estruturas sociais, da ascensão do indivíduo.
Ser um país Padrão 1, significa ter o seguinte perfil = país com muitas crianças e jovens, há grande necessidade de investimentos no sistema educacional (e outros) e indica que a existência de uma população economicamente ativa é menor. <as a princípio (em alguns aspectos) seria melhor para um país já ser de Padrão 2 ou 3.
Há muitas vantagens num país no qual há equilíbrio entre as necessidades de investimentos em serviços sociais e o tamanho da população ativa. Isso se comprova nos países de Padrão 3. O que não quer dizer que não haja problemas, pois a margem de manobra para novidades, para mudanças, é menor e pode haver desequilíbrios com o aumento da população de idosos, a ponto de esta começar a ficar do tamanho da população ativa.
PÁGINA 30
SISTEMAS MIGRATÓRIOS
O ser humano migra mais, atualmente, do que no passado e isso é facilitado pelos novos meios de transporte, pelas novas facilidades de locomoção. No entanto, o ser humano não circula pelo mundo com a mesma facilidade que as mercadorias, que as informações. /ainda é bastante restrito o movimento do der humano, algo de fato bem mais complexo.
Hoje existem fluxos migratórios que podem ser considerados sistemas, tendo em vista a frequência e todos os fluxos e serviços que se criam em virtude da circulação de pessoas de alguns países para outros. As migrações têm origem nas regiões de pobreza; são pessoas pobres que buscam trabalho em países mais ricos, de preferência nos mais próximos e os que foram colonizadores.
O maior grupo de imigrantes é de jovens pobres de países com problemas estruturais graves, os países de Padrão 1. Os jovens, nesse caso, não conseguem ver com boas perspectivas seu futuro e tendem a migrar para os ex-países colonizadores, onde já estão vários de seus compatriotas. É o caso da Inglaterra, França, que recebem imigrantes jovens das ex-colônias.
Os migrantes estão vendo as portas serem fechadas nos países europeus, que, apesar de, por um lado, precisarem das corretes migratórias, de outro lado, sabem que há problemas sérios para absorver esses migrantes na Europa. Isso ocorre também nos EUA, o principal destino da imigração no século XX. De modo geral, há impasses graves complicando os sistemas migratórios.
Exemplo de pequena descrição de um sistema migratório: Um importante sistema migratório atual tem origem na Índia e no Paquistão e vai para os Emirados Árabes Unidos, para os países produtores de petróleo. Nesses países estão ocorrendo grandes investimentos, e constroem-se cidades enormes, que visam aos negócios, mais variados, até mesmo o turismo. É o caso de Dubai. No entanto, como não há mão de obra local para suprir a demanda dessas novas atividades, estimula-se a emigração de indianos e paquistaneses que vão para Dubai e os Emirados de um modo 


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